Hoteis.com – valores de diárias em 2011

O site hoteis.com, um dos maiores sites de reservas de hoteis da internet, publica periodicamente um relatório, chamado Hotel Price Index (HPI, Indice de Preços de Hoteis) sobre os valores de diárias em diversas cidades do Brasil e do mundo; essa página contém links para os HPIs em português, e essa página leva aos HPIs em inglês.

O HPI é baseado nos valores reais das diárias reservadas pelo hoteis.com, o que faz com que os números sejam mais realistas do que os apresentados por pesquisas como essa, dos Operadores Hoteleiros (já que, nessas últimas, os hoteis podem informar valores irreais, temendo repassar informações comerciais aos concorrentes).

O HPI divulga resultados do preço de hospedagem nas principais cidades do mundo. No Brasil, o HPI de 2011 comparou preços em treze cidades, mostrados na tabela abaixo (valores em Reais):

A tabela mostra que houve algumas alterações na ordem entre as cidades mais caras do Brasil, mas elas não foram significativas.

O Rio de Janeiro continua sendo a cidade com a diária média mais cara do Brasil, de R$ 328 (também uma das mais caras do mundo); São Paulo vem a seguir, com R$ 281; em terceiro lugar, aparece uma surpresa, Aracaju, com diária média de R$ 253 (vale lembrar que essa média é apenas dos quartos efetivamente reservados; atualmente apenas hoteis de padrão mais elevado, como o Quality Aracaju, disponibilizam reservas pela internet, o que eleva o valor médio das diárias); Brasília é a quarta cidade mais cara, com diárias médias de R$ R$ 240; a seguir vem Belo Horizonte, Natal, Salvador, Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Fortaleza e Foz do Iguaçu (em Foz, a diária média foi de R$ 166).

Interessante notar que esses resultados não são muito discrepantes dos apresentados pela Federação de Hoteis; ambos confirmam, por exemplo, que os hoteis de Fortaleza praticam as diárias médias mais baratas do Brasil.

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Accor fortalecerá bandeira Ibis de hoteis econômicos

A francesa Accor é a maior rede hoteleira do Brasil (com aproximadamente 150 hoteis em mais de 60 cidades), e a quinta maior do mundo (com mais de 4 mil hoteis e mais de 150 mil funcionários).

A Accor é proprietária de diversas bandeiras de hoteis, as quais focam diferentes categorias de hóspedes; no Brasil, por exemplo, a Accor opera hoteis da Sofitel (cinco estrelas), Pullman e Novotel (executivos) e Ibis e Formule 1 (hoteis econômicos). Em outros países, a diversidade é ainda maior (veja todas as marcas de hoteis da Accor); no segmento econômico, além daquelas que opera no Brasil, o grupo tem também as bandeiras F1, All Seasons e Etap.

A Accor anunciou que vai concentrar seus esforços no segmento de hoteis econômicos apenas na bandeira Ibis, uma das mais conhecidas e antigas da rede (leia mais sobre a marca Ibis); hoteis das outras bandeiras econômicas passarão por reformulação, e todos passarão a ser Hoteis Ibis (inclusive os muitos Formule 1 que a empresa construirá em breve no Brasil).

Os Ibis, contudo, serão divididos em três categorias: Ibis, que serão os mesmos Ibis atuais; Ibis Budget, que resultarão da mudança dos antigos Formule 1; e Ibis Styles, que sucederão os antigos All Seasons (esses hoteis terão quartos maiores, decoração diferenciada e café da manhã e acesso à internet wi-fi incluídas na diária).

Os hoteis Ibis continuarão sendo agressivos no segmento de hotelaria de baixo custo, com tarifas entre R$ 80 e R$ 200, dependendo da marca e da localização. A Accor acredita que esse segmento terá crescimento expressivo, pois, com o barateamento das diárias, os viajantes estão abandonando o hábito de se hospedar na casa de amigos.

Veja também:
Inaugurado o Ibis em Santos.

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Itens obrigatórios de hoteis e pousadas econômicas

Já estão em vigor as normas que os meios de hospedagem devem obedecer para receber uma Classificação oficial do Ministério do Turismo; por exemplo, um hotel deve satisfazer várias exigências para receber a classificação de cinco estrelas.

Observação: a Classificação não é obrigatória; um hotel ou pousada pode até descumprir as normas baixadas pelo Ministério do Turismo, mas nesse caso ele NÃO PODE utilizar a classificação por estrelas.

Não são apenas os hoteis e resorts de luxo que estão obrigados a seguir normas; também os hoteis e pousadas mais simples devem seguir algumas normas.

Abaixo, estão listadas e comparadas obrigações impostas a hoteis e pousadas de Uma Estrela, a categoria mais simples; como as obrigações vão aumentando com a Categoria (Duas até Cinco Estrelas), pode-se dizer que a lista abaixo deve ser cumprida por todos os hoteis e pousadas do país que receberem Classificação por Estrelas do Ministério do Turismo.

Para quem busca o texto integral no Diário Oficial: as obrigações dos hoteis começam aqui, e as das pousadas começam aqui.

- deve existir sinalização externa clara e em bom estado de conservação.
- a pousada deve ter área de estacionamento; o hotel não tem essa obrigação.
- empregados de hotel devem estar uniformizados; em pousadas, o uniforme é opcional.
- deve ser disponibilizado local para guarda de bagagem.
- no hotel, é obrigatória a disponibilização de telefone na área social, para uso do hóspede; na pousada, esse item é opcional.
- a área útil dos quartos (excluído o banheiro), tanto para hotel Uma Estrela como para Pousada Uma Estrela, deve ser de no mínimo 9 m2; para Duas Estrelas, 11 m2.
- o Hotel de Uma Estrela não é obrigado a ter banheiro no quarto; a Pousada de Uma Estrela é obrigada a ter banheiro no quarto; para categoria Duas Estrelas e acima, o banheiro no quarto é obrigatório; a área mínima do banheiro deve ser 2 m2.
- todo estabelecimento deve providenciar armário ou closet para guarda de roupa.
- toda pousada deve ter água potável disponível dentro do quarto; no caso dos hoteis, apenas categorias Quatro e Cinco Estrelas tem essa obrigação; copos, porém, são obrigatórios em todos os estabelecimentos.
- TVs em todos os quartos são obrigatórios apenas em Hoteis a partir de Três Estrelas, e Pousadas a partir de Quatro Estrelas
- no banheiro: todos os hoteis e pousadas devem ter água quente no chuveiro, lavatório com espelho, e um sabonete e uma toalha de banho por hóspede; toalhas de rosto são obrigatórias apenas para Três Estrelas e acima.
- restaurante é obrigatório apenas para hoteis e pousadas de Três Estrelas e acima.
- o serviço de recepção deve estar aberto por no mínimo 12 horas, e acessível as 24 horas; apenas estabelecimentos de Quatro e Cinco Estrelas estão obrigados a ter recepção aberta por 24 horas;
- todo hotel é obrigado a ter serviço de despertador e serviço de guarda de valores dos hóspedes; nas pousadas, a obrigação vale a partir de Três Estrelas.
- a limpeza do quarto deve ser feita diariamente, em todos os hoteis e pousadas, de todas as Categorias.
- em hoteis, a troca de roupa de cama pode ser feita uma vez por semana em hotel Uma Estrela, duas vezes por semana nos Duas Estrelas, em dias alternados nos Três Estrelas, e todos os dias nos Quatro e Cinco Estrelas; a troca de roupa de banho deve ser feita em dias alternados já a partir de Uma e Duas Estrelas, e a partir de Três Estrelas a troca deve ser diária.
- nas pousadas, a troca de roupa de cama e banho deve ser feita em dias alternados já a partir de Uma e Duas Estrelas, e a partir de Três Estrelas a troca deve ser diária.
- o café da manhã é obrigatório em todos os hoteis e pousadas, de todas as Categorias (note que o estabelecimento pode cobrar uma taxa à parte, tanto para o café como para todos os outros serviços).
- serviço de lavanderia é obrigatório para Hoteis a partir de Três Estrelas, e pousadas a partir de Quatro Estrelas.

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Hotel Atlante Plaza, Recife

Recife enfrenta conhecida escassez de hoteis; a cidade tem que construir aproximadamente 3.000 novos quartos para satisfazer as demandas da FIFA para a Copa 2014, e mesmo os hoteis já existentes precisam de renovação.

Nesse cenário, o Atlante Plaza se destaca. Com a inconfundível fachada em vidro azul (que realça os elevadores panorâmicos), excelente localização (à beira-mar, com fácil acesso a Suape, Boa Viagem e ao centro da cidade) e constante atualização de infraestrutura e serviços, o Atlante é um dos hoteis mais procurados por quem busca hospedagem de alto padrão no Recife (Lula, Ivete Sangalo, Olivier Anquier e a Seleção Brasileira foram alguns hóspedes recentes).

Faça sua reserva no Atlante Plaza Hotel, no Recife.

O Atlante oferece 241 quartos, todos merecedores, segundo o site do hotel, da classificação cinco estrelas. Para quem requer mais espaço, conforto e privacidade, há disponibilidade de andares exclusivos para hóspedes First Class.

O hotel oferece piscina, sauna e uma sala de ginástica no topo, com estupenda vista para o mar. Também com vista para o mar é o Mirage, elogiado restaurante no mezanino. Quem gosta de passar tempo ao ar livre pode dar uma caminhada no calçadão, visitar o Parque Dona Lindu, ou fazer compras na feirinha de Boa Viagem.

Para estimar o valor das diárias, fizemos consulta de uma reserva para casal, para um final de semana na baixa temporada.

Como se vê, as três diárias no quarto mais simples saem por R$ 1323, ou aproximadamente R$ 450 por diária. Esse parece ser atualmente o padrão seguido pelos hoteis de alto padrão no Recife, já que é um valor semelhante ao praticado pelo Transamerica Beach Class.

Faça sua reserva no Atlante Plaza Hotel.

O filme abaixo mostra Boa Viagem, nas redondezas do Atlante Plaza Hotel.

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Obra de hotel inacabado em Natal pode ser retomada

A Via Costeira é uma avenida à beira-mar de Natal ao longo da qual se localizam os resorts mais luxuosos da cidade, como o Serhs, o Ocean Palace e o Pestana.

A Via Costeira liga a mais popular praia de Natal, Ponta Negra, às praias do norte do Estado (como Jenipabu, Jacumã e Maracajaú), por isso praticamente todos os turistas que vão a Natal acabam conhecendo a Via Costeira, no passeio de buggy em direção ao ski bunda, aerobunda e passeio nas dunas.

E quem passa pela Via Costeira não pode deixar de notar o imenso esqueleto de um hotel inacabado, situado aproximadamente na metade da via. A estrutura, com pilastras de concreto e barras de ferro à mostra, contrasta com a elegância dos hoteis da vizinhança. E, por suas grandes dimensões, fica claro que seu abandono significa que um significativo investimento está sendo perdido ou depreciado.

Mas o que poucos turistas imaginam é que justamente o fato de o hotel NÃO poder deixar de ser visto é que obrigou à paralisação de sua construção. Com um pouco de atenção, pode-se constatar que esse hotel está localizado bem mais próximo à margem da Via Costeira do que os vizinhos, e aparenta ter mais altura; por isso, quem transita pelas imediações do hotel ficaria com a vista impedida.

A antiga proprietária do hotel, a BRA (que era uma empresa afiliada à Varig), alegou que a obra estava dentro dos padrões pré-aprovados pela Prefeitura. Não obstante, o Ministério Público impetrou ação requerendo a paralisação da obra. No final de 2006, a Justiça determinou o embargo da obra, acolhendo o argumento de que a construção havia extrapolado a altura do projeto original (veja mais sobre a decisão judicial).

Para que a obra fosse retomada, seria necessário que ela se conformasse às leis ambientais. Ocorre, entretanto, que a BRA teria sua falência decretada em 2007, o que paralisou por completo qualquer continuidade nas obras.

Desde então, ficou apenas o esqueleto, despertando curiosidade nos turistas. Uma outra empresa, a NATHFW, sucedeu a BRA e tentou reverter o embargo, mas a Justiça confirmou que quatro andares deveriam ser demolidos.

Eis que, após todos esses anos, começa-se a delinear-se uma solução para o caso. Assim reporta o Diário de Natal:

“Na última quarta-feira, o juiz federal Ivan Lira de Carvalho, titular da 5ª Vara Federal, presidiu uma audiência de conciliação entre as partes. Ficou definido que até o dia 14 de outubro, a NATHFW apresentará estudo técnico sobre as modificações do projeto do hotel, do ponto de vista ambiental e edilício.
Esse mesmo prazo é válido para Prefeitura de Natal apresentar, por escrito, os pontos que poderão fazer parte de um eventual acordo, inclusive definindo a competência para o licenciamento da obra. Entre os dias 14 de outubro e 6 de dezembro haverá reuniões entre as partes, na sede da Procuradoria da República, para discutir os termos do estudo técnico e do licenciamento.

A Justiça Federal está agindo de modo a contemplar os interesses de todos os envolvidos nessa causa, considerando os aspectos ambientais, patrimoniais, econômicos e administrativos, todos muito relevantes. A disposição das partes, demonstrada nessa primeira rodada de negociações, indica a possibilidade de um acordo, a ser fechado na audiência de dezembro. Espero que o espírito de renúncia de cada um dos envolvidos prevaleça, na medida do possível, em prol do bem comum, destacou o juiz Ivan Lira.”

A notícia é importante não tanto porque Natal vá ganhar outro resort, mas sim porque a cidade vai se livrar de um esqueleto que destoa da beleza de uma das mais belas Vias do país.

O filme abaixo mostra um voo sobre um trecho da Via Costeira – mas não chega a mostrar o prédio abandonado.

Veja também: após décadas, prédio abandonado de Belo Horizonte será reformado para se transformar em hotel cinco estrelas.

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Ouro Minas Palace Hotel, Belo Horizonte

O Ouro Minas Palace Hotel é, atualmente, o melhor hotel de Belo Horizonte; o Ouro Minas se auto classifica na Categoria de Hotel Cinco Estrelas – ver comentários sobre essa classificação no final desse post.

Reserve um quarto no Ouro Minas Palace Hotel.

Várias das personalidades que vão a BH hospedam-se no Ouro Minas , atraídas pela confortável infraestrutura e excelentes serviços – veja relação de hóspedes famosos. A localização é privilegiada: fácil acesso aos aeroportos, próximo à Cidade Administrativa, vizinho às principais áreas de turismo e negócios da cidade.

O site do hotel informa: “Reconhecido pelo conforto e excelente atendimento, o Ouro Minas Palace Hotel é o seu 5 estrelas em Belo Horizonte. Possui toda a infraestrutura para receber você em sua viagem de lazer ou negócios e também para sediar eventos ou convenções. Sua localização é estratégica: próximo aos aeroportos e à Cidade Administrativa e com acesso facilitado pela Linha Verde.”

O Ouro Minas oferece, entre outros itens: apartamentos antialérgicos, serviço de concierge 24 horas, 7 elevadores (4 deles panorâmicos), piscina coberta, sauna, fitness center, salão de jogos, renomado restaurante; o hotel tem 346 apartamentos, distribuídos por 25 andares (um andar é reservado para hóspedes VIP).

O Ouro Minas aceita reservas pela internet; clique aqui para fazer uma reserva no Ouro Minas Palace Hotel. Para estimar o valor das diárias, simulamos abaixo uma reserva de quarto de casal para o período de 21 a 24 de outubro (fim de semana, baixa temporada).

Como se vê, as três diárias saem por R$ 950, ou seja, aproximadamente R$ 320 por diária, já incluídas taxas e café da manhã; é um preço bem competitivo para um hotel de alto padrão.

Reserve um quarto no Ouro Minas Palace Hotel.

Veja abaixo um vídeo do Ouro Minas Palace Hotel.

*Embora o hotel se auto-denomine como padrão cinco estrelas, reportagem recente afirmou que nenhum hotel de Belo Horizonte teria condições de conquistar o padrão cinco estrelas, segundo as novas regras de classificação de meios de hospedagem; no caso do Ouro Minas, as áreas dos quartos e banheiros não estariam dentro dos padrões exigidos de hoteis cinco estrelas.

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Rede Wyndham abre novos hoteis Ramada no Brasil

Embora seja ainda pouco conhecida no Brasil, a Wyndham, com sede nos Estados Unidos e operações por todo o mundo, é uma das maiores redes de hoteis do mundo; na, verdade, o site da empresa afirma que ela é A maior rede do mundo.

A imagem abaixo mostra as bandeiras operadas pelo grupo Wyndham; a Tryp, que tem hoteis em Brasilia, é operada de forma conjunta entre a Wyndham e a espanhola Solmelia.

O Wyndham Hotel Group é a maior e mais diversificada empresa hoteleira do mundo, com aproximadamente 7.200 hoteis espalhados por todo o mundo. Com marcas icônicas e opções de hoteis em todas as categorias, desde econômicos até os de alto padrão, nós oferecemos não apenas as mais diversas opções de hospedagem ao redor do mundo mas também uma excepcional qualidade de serviço”.

No Brasil, atualmente o Wyndham opera apenas um hotel, o recentemente inaugurado Ramada Lagoa Santa (foto ao lado), na região metropolitana de Belo Horizonte; clique aqui para reservar um quarto no Ramada Lagoa Santa. O Ramada Lagoa Santa foi construído pelo grupo mineiro Vert, que já opera diversos outros hoteis, e que foi escolhido pela Wyndham como parceiro preferencial para essa fase de expansão no Brasil.

É a Vert que está construindo o segundo hotel do grupo, também bandeira Ramada, que será naugurado em dezembro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Além desses dois, já está também acertada a construção e operação conjunta de mais um hotel em Contagem e outros sete em Belo Horizonte: na Savassi, no Centro, na Avenida Pedro I, no Bairro Olhos D’Água, no Bairro Cidade Nova e mais dois no Bairro Cidade Jardim.

A Wyndham anunciou também projetos para outros Estados do Brasil, todos sob a bandeira Ramada:

“Cinco dos primeiros hotéis da rede americana no Brasil serão de categoria econômica (sob a bandeira Encore Ramada). Três deles em Belo Horizonte, um em Salvador e outro em São Paulo. Outros três (estes com a bandeira Ramada Hotel, dois deles Minas e outro no Rio) estarão na categoria “midscale” (de três a quatro estrelas). É a mesma categoria do hotel da Wyndham/Vert em funcionamento em Lagoa Santa. A parceria terá ainda um hotel “upscale” em Minas. Os preços das diárias devem variar de R$ 180 a R$ 350.”

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Belo Horizonte: novos hoteis para Copa 2014

Belo Horizonte é uma das cidades sedes da Copa que tem déficit no número de leitos de hoteis: a cidade conta atualmente com cerca de 18.000 quartos, e a meta desejada pela FIFA é de 23.000 quartos; essa escassez é um empecilho para que BH seja palco de eventos importantes, como o próprio jogo de abertura da Copa.

Preocupado com a situação, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou a Lei 9952, de 5 de julho de 2010, que estimula a construção de novos empreendimentos hoteleiros na cidade (documento com texto integral da Lei está aqui); o principal benefício da lei é permitir que os projetos dos hoteis façam uso mais denso dos terrenos.

Aproveitando os benefícios da lei, foram apresentados, até o final de julho de 2011, cerca de trinta novos projetos de hoteis em Belo Horizonte, dos quais oito estavam em construção e 22 em estágio de licenciamento; os investimentos previstos chegam a mais de R$ 2 bilhões.

A tabela abaixo resume as características desses novos projetos.

Ontem, uma nota do jornal Valor Econômico (apenas para assinantes) trouxe detalhes mais específicos sobre os hoteis que serão construídos em BH e em Minas Gerais,

O Valor informa que a Bristol vai construir oito hoteis no Estado, um dos quais será privilegiadamente localizado nas cercanias do Mineirão; a Atlântica erguerá no mínimo cinco empreendimentos; a rede mineira Vista construirá sete hoteis.

A francesa Accor, que atualmente é a maior rede hoteleira do Brasil, planeja construir até 2014 oito hoteis em todo o Estado. Mas a Accor começará a sofrer concorrência da americana Wyndham, auto-intitulada a maior empresa hoteleira do mundo, que iniciará sua expansão no Brasil começando por Minas Gerais.

Após a conclusão desses projetos, o quadro hoteleiro de Belo Horizonte certamente estará melhorado, não apenas com maior número de hoteis, mas também com mais opções de qualidade e preços.

Veja também: novo hotel cinco estrelas em Belo Horizonte.

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Diferença entre hotel, resort e pousada

O que diferencia um hotel de uma pousada? O tamanho? Os serviços oferecidos? A localização?

Até há algum tempo, a diferenciação era bastante subjetiva: uma casa grande transformada em meio de hospedagem era uma pousadinha, quando ganhava mais uns quartos virava pousada, aí ganhava restaurante e se tornava hotel, e com mais uma piscina já se candidatava a resort.

Essa indefinição atendia aos interesses do dono do estabelecimento e das agências de viagem, que podiam cobrar diárias mais altas, à medida que o estabelecimento ia evoluindo; entretanto, causava confusão e, ocasionalmente, decepção nos hóspedes, que podiam ter expectativa de um bom hotel mas se deparar com uma simples pousada.

Recentemente, o Governo tem tentado criar meios objetivos para definir os tipos e categorias de meios de hospedagem; em junho de 2011, o Ministério do Turismo baixou uma Portaria que cria um Sistema de Classificação, o qual define as características por tipos (hotel, pousada, resort, flat, etc) e categorias (de uma a cinco estrelas) que os estabelecimentos devem seguir (ver, por exemplo, requisitos obrigatórios de um hotel cinco estrelas).

Ainda subsistem algumas obscuridade e contradições, mas alguns conceitos ficaram mais bem definidos.

Assim, a definição legal de HOTEL  é: estabelecimento com serviço de recepção, alojamento temporário, com ou sem alimentação (o café da manhã, contudo, é obrigatório), ofertados em unidades individuais e de uso exclusivo dos hóspedes (o que o diferencia de um albergue ou pensão), mediante cobrança de diária (diferentemente de um flat ou de um apartamento alugado por temporada).

A definição de RESORT é: hotel com infraestrutura de lazer e entretenimento que disponha de serviços de estética, atividades físicas, recreação e convívio com a natureza no próprio empreendimento.

Ficou bem clara a diferença entre hotel e resort: o hotel tem foco na hospedagem, enquanto o resort agrega toda uma infraestrutura de lazer; se você pretende se hospedar em local com piscina, spa, sala de fitness, etc, deve procurar um resort – o hotel pode até oferecer esses serviços, mas não está obrigado a tal.

Já a definição de POUSADA é: empreendimento de característica horizontal, composto de no máximo 30 unidades habitacionais e 90 leitos, com serviços de recepção, alimentação e alojamento temporário, podendo ser em prédio.

Vê-se que a principal diferença entre hotel e pousada é nas características físicas: a pousada terá no máximo 30 quartos, e será predominantemente horizontal.

Como se vê, apenas essa segregação por tipo não foi suficiente para diferenciar claramente hoteis de pousadas (como ocorreu entre hoteis e resorts). Para melhor conhecer o hotel ou pousada, é necessário avaliar a sua categoria, ou seja, quantas estrelas o estabelecimento recebeu do Ministério do Turismo; para cada categoria, existe um conjunto de requisitos mínimos de infraestrutura e serviços.

Esse blog fará futuramente análises das obrigações de diferentes categorias de hoteis, pousadas e resorts. Ver características de hoteis cinco estrelas.

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Comparação de diárias de hoteis

Não é surpresa para ninguém que o Rio de Janeiro tem as diárias de hoteis mais caras do Brasil; o rápido crescimento econômico e a contínua realização de grandes eventos fazem com que os hoteis cariocas estejam permanentemente lotados, e, por consequência, provocam aumento nas diárias.

Mas quais seriam as outras capitais do Brasil com diárias mais caras – e mais baratas?

O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil – FOHB -  é “uma entidade associativa sem fins lucrativos, que representa importantes redes hoteleiras, nacionais e internacionais, com atuação no país”.

A FOHB foi criada em 2002 e “após oito anos, consolidou-se como entidade representativa da hotelaria nacional, composta, atualmente, por 24 redes hoteleiras nacionais e internacionais, atuantes no país. Juntas, as operadoras integrantes do FOHB, são responsáveis pela operação de mais de 82 mil apartamentos, 523 hotéis, correspondendo a um patrimônio avaliado em mais de R$ 12,8 bilhões.”

O FOHB divulgou recentemente resultados de um pesquisa que compara os valores de diárias de hoteis em diversas capitais brasileiras; a tabela abaixo mostra os resultados (as porcentagens informam quanto foi a variação das diárias entre 2010 e 2011).

A pesquisa confirma que o Rio de Janeiro tem as diárias mais altas do país, com uma média de R$ 258,74; essa média engloba um conjunto de hoteis mais simples, hoteis de conforto médio e hoteis de alto padrão.

Em segundo lugar, encontra-se Brasília, com diária média de R$ 244,30; vale lembrar, entretanto, que na capital federal existem grandes diferenças entre as tarifas praticadas durante a semana (quando há grande movimentação política e empresarial) e durante os finais de semana (quando as diárias caem bastante).

A terceira capital com diária mais cara foi São Paulo (média de R$ 224,99); a seguir, pela ordem, vieram Porto Alegre (R$ 206,67), Belo Horizonte (R$ 204,63), Vitória (R$ 178,71), Maceió (R$ 179,35 – a única cidade onde as diárias ficaram mais baratas entre 2010 e 2011), Salvador (R$ 176,05), Curitiba (R$ 169,47) e Fortaleza (R$ 157,51).

Vale lembrar que essas cifras não são oficiais nem garantidas; contudo, pode-se dizer, dada a grande quantidade de hoteis que foram amostrados, que os resultados são uma boa indicação dos valores relativos praticados em cada cidade.

No mesmo estudo, a FOHB divulgou as taxas de ocupação dos hoteis, nas mesmas capitais, comparando os anos de 2010 e 2011.

Como se vê, as taxas de ocupação subiram em sete das dez cidades. Algumas cidades como São Paulo, Rio e Belo Horizonte tem ocupação média de mais de 70%, o que significa dizer que boa parte dos hoteis nessas capitais atingem lotação máxima.

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